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Fluxos de Dióxido de Carbono na Floresta Tropical Úmida e de Transição Tropical Úmida-Cerrado

Alberto Dresch Webler, UNIR, betowebler@ibest.com.br (Presenting)
Renata Gonçalves Aguiar, UNIR, rgaguiar@unir.br (Presenting)
Jose Souza Nogueira, UFMT, nogueira@cpd.ufmt.br

Cada vez mais a degradação humana interfere no clima principalmente por meio do desflorestamento, queimadas, mudanças no uso do solo e queima de combustíveis fósseis, acarretando um distúrbio no clima regional e global. Esses processos geram uma grande emissão de CO2, o que possibilita o aumento da temperatura mundial, e esse aumento de acordo com o IPCC (2007) se continuar no ritmo atual de emissão de 1.9 ppm por ano fará com que ocorra um aquecimento de 0.2oC por década, e é estimado para a faixa do cenário do SRES. A quantificação das taxas de fluxos de CO2 em diferentes regiões da Amazônia pode contribuir para elucidar as diferenças que ocorrem quando é contabilizado o estoque anual de carbono em um determinado ecossistema e desta forma, facilitar a construção de modelos válidos para prognosticar mudanças que podem ocorrer na Terra com o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, e a partir desses resultados adotar procedimentos cabíveis para mitigar esses efeitos. Assim, este trabalho tem como objetivo mostrar o comportamento do fluxo de CO2 em dois sítios experimentais, sendo um em uma Floresta Tropical Úmida e outro em uma Floresta de Transição Tropical Úmida-Cerrado, nos diferentes períodos definidos como: úmida, úmida-seca, seca e seca-úmida para o ano de 2005. As medidas foram feitas utilizando um analisador de gás por infravermelho de caminho aberto (LI-7500, LICOR Inc., Lincoln USA), instalado em torres micrometeorológica nos dois sítios, um localizado na Reserva Biológica do Jaru (REBIO) a 100 km N da cidade de Ji-Paraná, Rondônia, Brasil (10o05’S,61o35’O), em uma Floresta Tropical Úmida, e o outro localizado na Fazenda Maracaí a aproximadamente 50 km NE de Sinop, Mato Grosso, Brasil (11o24.75’S; 55o19.50’O), em uma Floresta de Transição Tropical Úmida-Cerrado. Em todos os períodos estudados se observou um saldo negativo de CO2, ou seja, uma provável absorção, fortalecendo que a Floresta Tropical e a de Transição são sorvedouros de carbono. Outro resultado importante foi observar que as duas regiões mostraram padrões de absorção e emissão de CO2 similares quando comparados os dados de um dia médio para o ano de 2005.

Science Theme:  CD (Carbon Dynamics)

Presentation Type:  Poster

Abstract ID: 70

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