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ND-30 Resumo

Síntese das Interações de Nutrientes em Vegetação Secundária na Amazônia

Claudio José Reis de Carvalho — Embrapa Amazônia Oriental (SA-PI)
Eric A. Davidson — WHRC - Woods Hole Research Center (US-PI)
Ricardo Figueiredo — Embrapa Meio Ambiente (SA-PI)
Ima Vieira — MPEG - Museu Paraense Emilio Goeldi (SA-PI)

As áreas agrícolas na Amazônia passam com freqüência por ciclos de abertura e abandono, dependendo dos efeitos interativos das propriedades dos solos, clima, economia, e tecnologia. A floresta secundária contribui para o balanço regional de carbono e recupera as funções hidrológicas. Nossas pesquisas anteriores no LBA mostraram o importante papel dos nutrientes dos solos nas taxas de recrescimento da floresta. Entender o legado da história do uso da terra e as demandas da vegetação atual por nutrientes do solo pode ajudar a identificar as opções de manejo de uso da terra na atualidade e no futuro. O tema abordado pela presente proposta é a ciclagem de nutrientes nas florestas e pastagens e nos pequenos rios (igarapés) que drenam estas áreas. A proposta é dividida em três seções: (1) Um modelo da demanda da vegetação, suprimento pelo solo, perda pelo fogo, e perda por lixiviação de macronutrientes em florestas madura, pastagens de gado, e florestas secundárias. O modelo integra num sistema conceitual e numérico os nossos resultados de pesquisa sobre crescimento vegetal, química de solos, dinâmica de carbono, emissões de gases-traço, e vazão e química das águas fluviais. O modelo desenvolvido para sítios de estudo próximos a Paragominas, no Pará, será aplicado a outros sítios do LBA na Amazônia central e ocidental, testando-se assim se o nosso entendimento mecanístico de como a mudança do uso da terra afeta a ciclagem de nutrientes Oxisolos profundos e altamente intemperizados nos ecossistemas da Amazônia oriental, representados em nosso modelo, aplicam-se também a outra regiões e tipos de solos; (2) A análise de mistura espectral de imagens Landsat será usada para estimar a vegetação fotossinteticamente ativa (PV) e a vegetação não-fotossintética (NPV), esta última indicando a presença de folhas senecentes em pastos degradados. O uso do NPV fornece uma ferramenta objetiva para quantificação do grau de degradação da pastagem como definido por este critério. A acumulação de NPV é ligada mecanisticamente com nosso modelo de ciclagem de nutrientes, onde a vegetação senescente seqüestra a ciclagem de nutrientes em pastagens degradas e vegetações secundárias jovens. Baixas taxas de emissão de gases e de lixiviação de N podem ser inferidas aonde os nutrientes são seqüestrados pelo NPV e pelas vegetação lenhosa de pastagens antigas, proporcionando assim um meio de extrapolar-se as estimativas dos modelo de ciclagem de nutrientes para cenas de Landsat; (3) A complementação das análises de dados dos projetos da Fase II, incluindo a química das águas fluviais e do escoamento superficial e os processos hidrológicos riparianos em três pequenas bacias com uso da terra diversificado. As relações concentração-descarga serão examinadas por meio do uso da terra e do tamanho da bacia, determinados por meio de imagens Landsays, e serão comparados com resultados obtidos em outras regiões da Amazônia. Combinando estes componentes do projeto, demonstraremos como as mudanças em nível de paisagem na cobertura do solo em decorrência do uso agropecuário afetam os processos de ciclagem de nutrientes, atendendo assim aos objetivos do LBA de compreender como as mudanças do uso da terra afetam a dinâmica de carbono, as emissões de gases-traço e a qualidade das águas na Amazônia.

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