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ND-31 Resumo

Quantificação e Escalamento dos Conexões do Terra-Água e da Biogeoquímica do Rio-Canal nas Redes do rio Amazônia

Linda Ann Deegan — Marine Biological Laboratory (US-PI)
Reynaldo Luiz Victoria — CENA - Centro de Energia Nuclear na Agricultura (USP) (SA-PI)

O desmatamento da floresta Amazônia têm efeitos importantes no funcionamento dos rios e córregos. Com o aumento da extensão do desmatamento, o transporte de materiais rio abaixo nas grandes bacias pode também ser afetado. Nós utilizaremos sensoriamento remoto, combinado com nossos dados de campo, coletados durante o Experimento de Grande Escala da Biosfera – Atmosfera na Amazônia (LBA), e relativos à influência do desmatamento na estrutura e química dos córregos em áreas florestadas e desmatadas, para estimar a extensão das redes da bacia da drenagem que foram influenciadas pelo desmatamento ao longo do tempo. Esta abordagem será empregada na bacia do rio de Ji-Paraná, e suas 14 sub-bacias, em uma área total de 75,260 km2 no estado de Rondônia, onde o desmatamento aumentou rapidamente desde os anos 80.

Um modelo de ecossistema, o Modelo de Ecossistema Terrestre (TEM), será empregado para estimar o movimento do carbono e nutrientes da floresta e da pastagem para dentro dos córregos. Estas estimativas serão usadas como a entrada para um modelo que calcule a retenção e o transporte do carbono e dos nutrientes dentro dos canais do rio, para estimar o movimento destes rio abaixo no rio Ji-Paraná e suas sub-bacias. Os modelos serão calibrados com os dados obtidos em nossos estudos efetuados durante o experimento LBA. A validação destas estimativas será feita pela comparação de nossos resultados, obtidos com estes modelos, com os dados do LBA acerca da química da água e fluxos de materiais que foram medidos nas bacias do rio Ji-Paraná.

Este projecto avançará nossa compreensão de como as mudanças na cobertura da terra influenciam a função ecológica e biogeoquímica dos rios da Amazônia e como estas mudanças estão alterando os fluxos de carbono e nutrientes na escala regional na bacia Amazônia. Ao mesmo tempo, aprimorará a compreensão da dinâmica do carbono e de nutrientes na Amazônia e, especificamente a pergunta sobre como ocorre o transporte destes dos ecossistemas terrestres para os córregos e rios. Nossas estimativas da extensão dos canais de córregos alterarados pelo desmatamento, combinadas com nossas medidas do campo, que documentaram mudanças maiores nas funções dos córrego que foram alterados pelo desmatamento, contribuirão na compreensão da magnitude dos efeitos do desmatamento na vida aquática, na pesca, e na diversidade biológica da Amazônia, bem como, para a sustentabilidade dos bens e serviços que córregos e rios provém para as populações locais.

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