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ND-08 Resumo

Fluxos de Materiais Orgânicos do Solo na Floresta Amazônica: natural versus sistemas intensivamente gerenciados

Luiz Gonzaga da Silva Costa — FCAP (SA-PI)
Ken McNabb — Auburn University (US-PI)

Objetivos





Propomos estudar a dinâmica do carbono de

áreas arboríferas intensivamente gerenciadas e diretamente fazer comparações

com as de áreas adjacentes de florestas nativas não perturbadas. Atualmente, há

pelo menos quatro operações de plantios ocorrendo na bacia Amazônica e estes

sistemas, sob pesado gerenciamento, são alguma vezes considerados como uma

estratégia para aumentar a produção de fibras por unidade de área e aliviar

pressões para reduzir a exploraçaõ em florestas naturais. Há questões

pendentes, entretanto, quanto a maneira que a conversão de florestas nativas em

campos de cultivo ou em terras abandonadas pode modificar ou restaurar

processos ecológicos ou, mais particularmente, qual é a sustentabilidade de

longo prazo destes sistemas de plantio. Propomos considerar o tópico comparando

os processos do ciclo de carbono de plantações sob intensos gerenciamentos a

aqueles de florestas nativas não perturbadas. Em colaboração com a Faculdade de

Ciências Agrárias do Pará, faremos comparações entre as de entradas de carbono

no solo, frações de carbono no  solo e

diferenças químicas nestes dois tipos de florestas. É suposto que as mudanças

de uso de terra resultam em mudanças mensuráveis no inventário de carbono no

sítio e que um nível estável de atividade biologicamente ativa envolvendo

material orgânico no solo é um fator determinante na produtividade a longo

prazo do local. Procuraremos identificar aqueles componentes do ciclo de

carbono mais afetados por técnicas de gerenciamento intensivo de terras.





Em relação ao objetivos do LBA, nossa

pesquisa focaliza; 1) lacunas específicas em conjuntos de dados; 2) medidas de

mudanças no ciclo do carbono causadas por conversões de uso de terra na

Amazônia, e 3) especificamente o problema da sustentabilidade destas

conversões. Estes dados serão essenciais para determinar a sustentabilidade de

plantações intensivamente gerenciadas como uma opção viável de uso de terra na

Amazônia. 





Abordagens





Os solos de dois sítios serão estudados:

um do tipo argiloso e outro do tipo arenoso. Serão estabelecidos oito blocos de

amostras de 10 m de raio em cada sítio, 4 em campos de cultivo e 4 florestas

nativas não perturbadas em áreas adjacentes as plantações. As seguinte medições

serão feitas nos 16 blocos: 





Entradas de carbono no solo





Serão amostradas quedas de detritos por

24 meses e separada em foliculares, troncos e componentes reprodutivas. Para

medir estes materiais serão colocados sacos de rede de náilon dentro de cada

tipo de floresta e acompanhados por 2 anos, iniciados duas vezes, uma vez na

estação seca, a outra na estação chuvosa. Uma técnica similar será usada para

acompanhar a decomposição de material de troncos de árvores em duas classes de

diâmetros de pequenos troncos: < 2.5 cm e 2.5 – 10 cm de diâmetros. Serão

determinadas a qualidade dos detritos por análises de conteúdos de C, N, P,

lignina e celulose a intervalos de três meses. Serão amostradas as biomassas de

sistemas radiculares a intervalos alternados de 12 meses usando análise de blocos

extraidos de solos. 





Bolsões de carbono no solo





Serão feitas amostragens de solos em

lugares próximos ao locais de captura de detritos através de compósitos de,

pelo menos, três amostragens. O carbono total no solo será amostrado durante as

estações secas e chuvosas. As razões de carbono/carbono estável serão analisadas a partir de amostras coletadas

nas estações secas e chuvosas, usando uma série de sonicação, filtragem e

separações densimétricas para fracionar os vários componentes orgânicos no solo,

incluindo uma “fração enriquecida” suposto ser um bolsão importante de material

orgânico removido pelo cultivo da terra.





Dinâmica dos nutrientes





P, K, Al, Mg, Ca extraídos e pH e CRC

serão analisados em amostras de solo tiradas durante as estações seca e

chuvosa. Densidades volumétricas serão determinadas durante a estação chuvosa a

duas profundidades. Nitrogênio total juntamente com carbono total no solo serão

medidos. Amostras foliculares de detritos serão analisadas a intervalos de 3

meses para os conteúdos de C, N, P, lignina e celulose. 





Sítios

de Estudos





Pretendemos realizar nossos estudos na

propriedade do Jari Celulose, um empreendimento privado localizado no rio Jari,

o primeiro tributário que corre para o sul na Amazônia. Este sítio oferece uma

oportunidade excepcionalmente única de localização para comparar sistemas

naturais e artificiais. A companhia gerencia cerca de 80 000ha de plantações

que é em grande parte cercada por florestas nativas que não apresentam nenhum

sinal de intervenção humana, exceto talvez por práticas extrativas. A Auburn

University assinou um acordo de pesquisa com a Jari Celulose e já trabalhou

cooperativamente com a companhia no passado.





Cronograma





  • Coleta de quedas de detritos: abril

    1998- abril 2000, amostras mensais.

  • Qualidade dos detritos: a intervalos

    de três meses, de julho de 1998 – abril 2000.

  • Decomposição dos detritos: Dois

    inícios – abril 1998 e outubro de 1998, 18 meses de duração.

  • Extração de partes centrais: outubro

    de 1998 – outubro de 1999, mensalmente.

  • Grandes debris de madeira: outubro de

    1998.

  • Nitrogênio e Carbono no solo: outubro

    de 1998 e abril de 1999.

  • Química do solo: outubro de 1998.

  • Densidade volumétrica do solo: abril

    de 1999.




Responsabilidades

da Equipe de Pesquisa





  • Ken McNabb: Coordenador de Projeto-

    silvicultura e gerenciamento.

  • Graeme Lockaby: Dinâmica do carbono no

    solo e biogeoquímica.

  • Luiz da G. Silva: Ciclos do carbono e nutrientes.




 





Última

data de atualização: 18 de maio de 1998.

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