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TG-09 Resumo

Isótopos Estáveis de N2O Emitidos por Solos Tropicais: Causas da Variabilidade Espacial e Implicações na sua Concentração Global

Plínio Barbosa de Camargo — USP - Universidade de Sao Paulo (SA-PI)
Tibisay Josefina Perez Acosta — University of California (SA-PI)
Susan E. Trumbore — University of California (US-PI)

Resumo





Medidas de isótopos estáveis em N2O atmosférico

e suas fontes potenciais tem sido propostos como forma de determinar a concentração

global de N2O. Porém, poucas medidas existem para caracterizar a mais

importante fonte de N2O, os solos tropicais. Nós temos desenvolvido nos últimos

anos formas de medidas de campo e métodos em laboratório para medir o N2O

emitido pelos solos. Medidas preliminares em solos de florestais tropicais,

apresentaram uma considerável variabilidade espacial na concentração de 15N

emitido durante a estação chuvosa, em solos de uma mesma região e localizado

a poucos metros um do outro. Nossa hipótese para a ocorrência desta variação

na emissão de N2O seria devido aos processos microbianos e a movimentação

física.

Este trabalho propõe testar diferentes hipóteses para explicar as causas da

variabilidade espacial da emissão de N2O.





Medidas de sinais isotópicos de N2O emitidos pela

superfície do solo serão realizadas utilizando-se de câmaras que irão

quantificar esta variação. Medidas da concentração de N2O em profundidade

associados aos valores isotópicos de uma mesma região, combinados com modelos

de difusão, testarão a hipótese de que a profundidade da máxima produção

de N2O controla o fluxo e a variação isotópica do N2O emitido. Medidas de

altas concentrações isotópicas em N2O que ocorrem próximo a copa da floresta

durante a noite, será utilizada para determinar a variação isotópica

integrada espacialmente, da emissão de N2O pelo solo, para uma escala de

centenas de metros quadrados. A variabilidade regional da marcação isotópica

da emissão de N2Odentro de um gradiente de textura do solo será relacionado

com as propriedades físicas e seu estágio nutricional. Para testar a taxa de

NO3 que inibe a redução do N2O, será aplicado NO3 na forma de fertilizante e

medido variação resultante na composição isotópica do N2O emitido. Para

facilitar a modelagem dos mecanismos microbiológicos da produção e consumo de

N2O, será determinado a fração isotópica do 15N associado a denitrificação

(NO3- to NO2 e N2O para N2), utilizando-se de incubadores in situ e de laboratório

e através da adição de 15N enriquecido, sob diferentes condições de umidade

do solo. Esta medidas possibilitarão; (1) melhor caracterização da variação

isotópica desta importante fonte de N2O para as emissões globais; (2) entender

a base do processo associado a produção de N2O (nitrificação e

denitrificação)

e as taxas de perda (conversão para N2) através dos valores isotópicos do N2O

emitido; (3) dizer como a assinatura isotópica de N2O dos solos tropicais varia

para diferentes níveis de perturbações do ambiente







Medidas Propostas









O estudo proposto fará várias

medidas em 2 a 4 áreas de florestas primárias da FLONA, nos kms 67 e 83.





  • Análise das concentrações

    de N2O em todos os extratos estudados (solo, liteira e gases);

  • Análises da razão de isótopos

    de nitrogênio em material orgânico no solo

  • Análises da razão de isótopos

    de nitrogênio em material de liteira

  • Análises da razão de isótopos

    de nitrogênio em N2O no interior do solo

  • Análises da razão de isótopos

    de nitrogênio em N2O liberado da superfície do solo


As medidas devem ser feitas de 2

a 4 vezes ao ano, dependendo da complexidade do parâmetro e outras considerações

logísticas. Modelos de fracionamento de isótopos, a  nível de folhas, de

dosséis e de escalas regionais, podem ser usados para determinar o efeito de

diferentes ecossistemas terrestres nas razões de isótopos de atmosféricos. As

informações coletadas usando nossos estudos de isótopos serão úteis na

determinação do papel da Bacia Amazônica em funcionar como uma fonte de N2O 

atmosférico.





Data da última atualização:

abril de 2000.



 






última modificação: 04/18/02 08:59:16 AM


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